COLUNA DO SOLITÁRIO CONCURSEIRO - Quando é melhor ficar calado
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COLUNA DO SOLITÁRIO CONCURSEIRO - Quando é melhor ficar calado


Sou daqueles que seguem o velho clichê: futebol, política e religião não se discutem. São assuntos sempre polêmicos e todos querem puxar para o lado que lhes convém. Claro, não levo à risca, às vezes eu discuto, brinco e me divirto com esses assuntos, tirando a religião por uma questão de respeito.

Não pense você que na área de concursos é diferente. Existem assuntos e situações que não tem como discutir ou sequer comentar. Pra falar a verdade, eu não sei como pessoas que se esforçam para estudar e fazer provas possa perder tempo com conversas que não irão influenciar em nada o seu rendimento. Dos cursinhos aos candidatos terroristas, existe muito “achismo” na área de concursos. Aprendi, portanto, que posso perder meu precioso tempo de estudos discutindo o indiscutível. Em algumas discussões sobre concursos eu não entro mais e tenho boas razões para isso, são elas:

Concorrência: a pior coisa que pode atrapalhar um concurseiro em uma prova é ficar procurando e pensando na concorrência. Tanto faz ter mil ou cem mil concorrentes, o que vai valer na hora da prova será a quantidade de horas que você estudou e sua capacidade de domar os seus sentimentos e anseios. Também não ligo para essa conversa de que apenas 10% estudam. Não existe nenhuma pesquisa sobre o assunto, nada. É tudo “achismo” de donos de cursinhos, professores e candidatos desesperados. Experimente estudar muito e acertar 90% ou mais de uma prova e verá que concorrência é o de menos, basta você fazer a sua parte.

Candidato ao lado: falar sobre o candidato ao lado é uma variação da concorrência. O candidato ao lado nós conhecemos, sabemos como estuda e o que faz. Aqui não se trata de uma conversa e sim uma fofoca de dois concurseiros sobre outro concurseiro. Como estudo em biblioteca quase sempre me deparo com esse assunto. É comum eu escutar algumas coisas do tipo: “Fulano só dorme, como é que quer passar em concurso?”, “Ciclano está estudando errado, desse jeito não vai passar nunca!”, “Beltrano está estudando 12 horas por dia, desse jeito vai dar um nó na cabeça”. Esse é o típico assunto que quando escuto o meu único comentário é um murmúrio sonoro: “Éééé...” Enquanto concurseiros fofocam sobre o candidato ao lado, o mesmo continuará estudando e buscando a sonhada aprovação.

Matérias que irão cair na prova: disso eu até converso, mas separo bem as pessoas. Se você conversar sobre isso com um “falso concurseiro” ou um “fazedor de concursos”, sairá do nada pra lugar nenhum. A conversa será envolta de “achismos” desmedidos que só irão te atrapalhar. Agora, se a conversa for com um concurseiro, como você, poderá render bons frutos. Nada melhor que conversar com uma pessoa comprometida, com experiência em fazer provas, que conhece o estilo da banca e dos examinadores. Juntos, vocês poderão chegar próximos ao que pode estar na prova. Mesmo com esses concurseiros sérios, eu sustento sempre que é melhor estudar tudo e fechar o cerco, do que ficar tentando adivinhar o que estará na prova. Quem já fez prova do CESPE, por exemplo, sabe do que estou falando.

Rankings: confesso que sou curioso e ansioso, mas não perco meu tempo com eles. Dou uma olhadinha pra ver como foi a média das notas e só. Tem gente que cria várias teorias em cima de rankings. Falam sobre fator multiplicador, nota de corte, análises... Tudo bem, se olharmos para a estatística pura, chegaremos a várias conclusões. Mas existe um problema que está em nossa raiz cultural, ou seja, quem se dá bem quer mostrar para todo mundo, faz questão que os outros saibam do seu êxito, quando acontece o contrário, o normal é que as pessoas se escondam, seria algo vergonhoso e, portanto, não merece ser exposto. O que acontece em rankings é isso, quem acha que foi bem e que tem chances, posta a nota, quem acha o contrário fica de fora e aí a estatística quase sempre falha. Rankings de notas só servem para gerar expectativa e ansiedade, além de atrapalhar os nossos estudos. Portanto, use-os com moderação.

Resumo da ópera: Existem assuntos em concursos que são indiscutíveis, seja porque não leva a lugar algum ou porque não se pode chegar a uma conclusão. Portanto, é melhor estudar do que perder tempo com certos assuntos. Ao invés disso, procure pessoas que você possa discutir sobre as matérias, materiais de estudos, dicas e outros assuntos que só irão lhe ajudar no espinhoso caminho do sucesso em concursos públicos. Para aqueles que insistem em conversar sobre isso, fique calado. “Não há nada de errado em não ter o que dizer, a menos que tu insistas em falar”.

Tiago Gomes, um solitário concurseiro especialmente para o Concurseiro Solitário.

Observação 1: Com certeza existem outros assuntos chatos que não foram incluídos neste artigo. Se você também acha um porre determinadas conversas, conte-nos através da ferramenta de comentários do blog.

Observação 2: Meu próximo artigo será sobre o material que já usei nessa longa caminhada. Uma pequena análise sobre os livros e apostilas. Só aqui no Concurseiro Solitário. Fique ligado!




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